A VIRADA2026
RESULTADOS OFICIAIS · PRESIDÊNCIA
1º turno 2º turno

Dados coletados em · Site atualizado em

10 milhões
a mais.
De onde?

Lula ganhou 10,38 milhões de votos entre os turnos. Flávio também cresceu. Então, por que a disputa virou?

Entender a virada ↓Ver minha cidade e minha escola ↗
1º TURNOFlávio +2,22 mi
→
2º TURNOLula +4,43 mi

Margem de um candidato sobre o outro · Brasil + exterior

A VIRADA, EM 3 PASSOS

Os dois cresceram.
Um cresceu mais.

13Lula PT
53,88 → 64,26milhões de votos

+10.376.694 votos
45,16% → 51,79% dos válidos

22Flávio PL
56,10 → 59,83milhões de votos

+3.721.538 votos
47,03% → 48,21% dos válidos

A CRONOLOGIA, SEM PULAR ETAPAS

O que mudou entre um turno e outro?

Quatro momentos, na ordem. Os números mostram de onde veio o crescimento total — não em quem cada eleitor votou.

  1. 1º TURNO

    Flávio saiu na frente

    Flávio teve 56,10 milhões; Lula, 53,88 milhões. Vantagem inicial: 2.224.965 votos.

  2. ENTRE OS TURNOS

    A disputa ficou só entre os dois

    Os demais candidatos haviam somado 9.316.747 votos. Esse é um total agregado: não significa que todos esses votos migraram para Lula.

  3. 2º TURNO

    Mais gente compareceu; brancos e nulos caíram

    O comparecimento subiu 2.960.239. Brancos caíram 870.302 e nulos, 950.944. Com isso, houve 4.781.485 votos válidos a mais.

  4. TOTALIZAÇÃO FINAL · TSE

    Lula virou e terminou 4,43 milhões à frente

    Lula cresceu 10.376.694 votos; Flávio, 3.721.538. A diferença entre os crescimentos foi 6.655.156: cobriu a desvantagem inicial e deixou Lula 4.430.191 à frente.

A reportagem chega à mesma explicação, mas mistura valores do resumo inicial da apuração em 99,9% — vantagem de 4,38 milhões e comparecimento +2,83 milhões — com números finais no detalhamento. Para manter a conta consistente, este site usa a totalização encerrada do TSE, coletada em 26/10/2026. Ler a reportagem do G1 ↗

Como o placar mudou na noite da votação?

Aqui, a comparação é dentro da noite do 2º turno, em 25/10. Cada atualização somava os boletins de mais seções. O placar podia mudar porque a parte do país já contada mudava; os votos dos boletins anteriores continuavam na soma.

  1. 17h06 · primeiro placar divulgado pela imprensa. Com cerca de 0,25% das seções totalizadas, Lula aparecia à frente. Era um recorte muito pequeno, não uma amostra aleatória do país.
  2. Depois das 19h · retomada da divulgação. O TSE suspendeu temporariamente o recebimento e a divulgação dos boletins enquanto as seções que ainda estavam abertas concluíam a votação.
  3. 19h46 · Flávio passa à frente no placar provisório. A reportagem da CNN registra a mudança de liderança nesse horário; ainda era uma totalização parcial.
  4. 20h26 · Lula retoma a liderança. Ele permaneceu à frente até a confirmação do resultado.

E uma previsão? É uma estimativa de como a eleição pode terminar, calculada com os resultados que já chegaram e outras informações, como eleições anteriores das mesmas seções. Ela não é o resultado oficial. Precisa indicar a incerteza, que tende a ser maior no começo.

AGORA, A PERGUNTA DOS 10 MILHÕES

Não eram só os votos
dos outros candidatos.

Também houve mais votos válidos no segundo turno. Olhe para os dois movimentos juntos.

9,32 mivotos em outras candidaturas
no primeiro turno
+
4,78 miaumento do total
de votos válidos
=
14,10 micrescimento somado
de Lula e Flávio
Lula +10,38 mi73,60% do crescimento conjunto
Flávio +3,72 mi26,40%

Isso compara saldos entre totais. Não diz em quem cada pessoa votou antes.

Abrir a conta exata dos totais +
Outras candidaturas no 1º turno+9.316.747
Aumento do comparecimento+2.960.239
Redução de brancos+870.302
Redução de nulos, inclusive técnicos+950.944
Crescimento de Flávio, subtraído−3.721.538
Crescimento de Lula+10.376.694

Os 4.781.485 votos válidos adicionais são o saldo do comparecimento maior e da redução de brancos e nulos. Não é possível identificar, com esses números agregados, quem trocou de candidato, voltou a votar ou mudou de branco/nulo para um candidato.

Dá para saber quem mudou de candidato? +

Não por estes totais. “Lula ganhou 10.376.694 votos” é uma diferença entre duas contagens, não o rastreamento de 10.376.694 pessoas. Pode haver mudanças entre candidatos, entradas e saídas do comparecimento e mudanças envolvendo branco e nulo. Movimentos em sentidos opostos também podem se compensar.

A identidade explica como o crescimento líquido fecha. Ela não permite afirmar quantos eleitores de Flávio, de outra candidatura ou que não votaram passaram a votar em Lula. A comparação por cidade ou seção tem o mesmo limite.

Abrir as perguntas sobre migração, votação e apuração →

DOS TOTAIS ÀS HIPÓTESES

E se os votos
tivessem seguido assim?

Explore caminhos possíveis entre os turnos. Os totais são oficiais; as ligações entre eles são cenários que você pode mudar.

Este gráfico não revela quem mudou de voto. Duas histórias diferentes podem produzir o mesmo resultado. Aqui você testa hipóteses, sem chamar nenhuma delas de “a mais provável”.

Tenho dúvidas sobre a apuração

E PERTO DE VOCÊ?

O que aconteceu
onde você votou?

Da sua cidade à urna da sua seção. Comece pela cidade para encontrar a escola certa.

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A VIRADA NO TERRITÓRIO

O Brasil mudou.
Mas onde?

Toque em uma cidade para ver os números.

LulaFlávio

Mais votado entre os dois candidatos · 2º turno. Use +/− ou dois dedos para aproximar.

5.570 polígonos IBGE. Boa Esperança do Norte-MT está na busca, sem polígono nesta malha simplificada.

QUEM MAIS MEXEU NA MARGEM?

Uma virada feita
em muitos lugares.

O ganho de margem é o crescimento de Lula menos o crescimento de Flávio. Veja os maiores saldos em votos.

Margem e percentual: qual a diferença?

Margem em votos é quantos votos um candidato tem a mais que o outro. Pontos percentuais comparam a participação de cada um nos votos válidos. Uma cidade pequena pode mudar muito em percentual; uma cidade grande pode acrescentar mais votos mesmo mudando menos em percentual.

LEVE A EXPLICAÇÃO ADIANTE

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Escolha como quer mostrar a comparação dos dois turnos.

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A virada nacional

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ABERTO PARA CONFERÊNCIA

De onde saíram
esses números?

Este é um projeto independente. Os resultados vêm do Tribunal Superior Eleitoral; a malha municipal, do IBGE.

Fontes e atualização +

Brasil, estados e municípios: resultados presidenciais encerrados de 2026, arquivos EA20, eleições 6257 e 6258. Retrato coletado em 26/10/2026, incluindo exterior no total nacional.

Como funciona a busca por seção +

O primeiro turno usa o CSV oficial por seção. Como o ZIP consolidado do segundo ainda não contém esse turno, consultamos o boletim de urna oficial da seção sob demanda no domínio do TSE.

Seções agregadas compartilham uma urna: nesse caso, o resultado mostrado é o da urna principal, para todo o grupo. Mudanças de endereço e de agrupamento são sinalizadas. Não atribuímos votos conjuntos a uma seção isolada.

A leitura valida ano, pleito, eleição, município, zona, seção e soma dos votos. Ela não verifica a assinatura criptográfica do boletim. Se a fonte falhar ou o formato não for reconhecido, o painel mostra indisponibilidade, sem inventar votos.

Formato oficial de BU 2026 ↗
O que os números não mostram +

Não há como saber em quem uma pessoa votou comparando resultados agregados. A conta explica como os totais fecham e quais territórios mudaram a margem. Ela não demonstra transferência individual nem, sozinha, as causas políticas da vitória.

Não usamos título eleitoral, CPF, geolocalização nem cadastro. Sua busca é por resultados públicos, não por pessoas.

Gráfico de fluxos: fontes, faixas e método +

Que gráfico é esse? É um diagrama de Sankey: a espessura de cada faixa é proporcional à quantidade representada. As colunas trazem os totais de cada turno; as faixas representam um cenário construído pelo simulador. Faixas claras mantêm a categoria; faixas mais fortes mudam de categoria. Uma mesma pessoa não é identificada ou rastreada.

De onde vêm os totais? Dos mesmos arquivos oficiais EA20 do TSE usados no restante do site, eleições 6257 e 6258. Lula e Flávio usam os votos nominais; demais candidatos = válidos menos os dois; brancos e nulos = soma desses campos; abstenção = ausentes publicados. Os links dos dois arquivos do recorte escolhido ficam em “Ver tabela e entender como este cenário é montado”.

Como as faixas são calculadas? Montamos uma tabela com origens no primeiro turno e destinos no segundo. Cada linha precisa somar seu total de origem e cada coluna, seu total de destino. A pessoa escolhe uma ligação; seu valor é fixado. Um algoritmo de transporte de custo mínimo distribui o restante, reduzindo mudanças de categoria. Há mais de uma solução possível; o critério não mede probabilidade ou preferência dos eleitores.

Qual é o ponto inicial? A ligação “Demais candidatos → Lula” começa no meio dos limites permitidos, como convenção editável. Isso não diz que metade desses eleitores votou em Lula. O mínimo de uma ligação é max(0, origem + destino − base comum); o máximo é min(origem, destino). São limites matemáticos de uma célula, não intervalos de confiança. Os extremos de várias ligações podem ser incompatíveis entre si.

E nas cidades e estados? Recalculamos a tabela com os totais daquele recorte. Não multiplicamos porcentagens do Brasil pela população local nem aplicamos os milhões da imagem de referência às cidades. Cada município — incluindo Jurema-PE — tem seus próprios limites e cenário. Os cenários locais são independentes; sua soma não precisa reproduzir o cenário nacional. Esta ferramenta não estima trajetórias individuais ou fluxos por seção.

Como tratamos diferenças de base? A base comum é o maior eleitorado dos turnos. Uma diferença entre eles cria um nó “Ajuste de base”, sem fingir que ela é troca de candidato. Saldo não classificado = eleitorado − válidos − brancos − nulos − ausentes; se houver, aparece em nó próprio. Ambos são recursos contábeis, não explicações sobre o comportamento das pessoas.

E a imagem enviada como referência? A imagem está identificada como simulação, usa números arredondados e não traz autoria ou endereço legível. A busca pelos textos e valores, realizada em 27/10/2026, não confirmou sua publicação original. Portanto, não a atribuímos a um instituto ou ao TSE, nem usamos suas ligações como evidência. Aproveitamos a separação de categorias e a leitura por faixas, com implementação e visual próprios.

Referências técnicas: D3 Sankey · conceito de nós, ligações e largura proporcional ↗; TSE · RDV e sigilo do voto ↗; Jiang, King, Schmaltz e Tanner (2019) · inferência e limites ↗. O gráfico é SVG próprio, sem carregar a biblioteca D3; o estimador do artigo não foi implementado.

Perguntas sobre os números e a votação

Abra a dúvida que quer conferir. Cada resposta distingue conta, informação documentada e limite dos dados.

De onde vieram os 10 milhões, se os outros candidatos tinham só 9,32 milhões?

A diferença fecha ao incluir o aumento dos votos válidos: 9.316.747 votos nas outras candidaturas no 1º turno + 4.781.485 votos válidos adicionais = 14.098.232 de crescimento conjunto. Esse saldo se divide em 10.376.694 para Lula e 3.721.538 para Flávio. Os válidos adicionais resultam do comparecimento líquido maior e da redução líquida de brancos e nulos. É uma identidade entre totais, não a origem individual de cada voto. Ver a conta completa e os componentes ↗.

O site prova que eleitores de Flávio migraram para Lula?

Não. Ele mede o saldo de cada candidato entre os turnos. Os mesmos saldos podem resultar de combinações diferentes de pessoas que mudaram de opção, compareceram ou deixaram de comparecer. Nem uma cidade, nem uma escola, nem uma seção revela a trajetória individual de seus eleitores.

Pesquisas com entrevistas podem estimar esses movimentos, com método e incerteza próprios. O site não apresenta uma estimativa desse tipo. O sigilo impede vincular a pessoa ao voto nos arquivos públicos. TRE-SP · sigilo e arquivos eleitorais ↗.

A mudança de liderança na parcial prova alteração de votos?

Sozinha, não. Uma parcial reúne os boletins que já chegaram; a próxima inclui novos boletins, de lugares e tamanhos diferentes. A parcela recebida não é uma amostra aleatória do Brasil. A mudança de composição pode mudar a liderança.

Para verificar uma alegação sobre uma urna, é preciso apontar a seção e a evidência: compare o BU publicado ao fim da votação com o arquivo usado na totalização. A curva da parcial ou uma conta que fecha não substitui essa conferência. TSE · BU, apuração e totalização ↗.

Ganhar em mais municípios ou numa área maior significa vencer a eleição?

Não necessariamente. O resultado nacional soma votos, não a quantidade de municípios nem a área pintada no mapa. Uma cidade pequena e uma capital ocupam um polígono cada, mas podem reunir quantidades muito diferentes de eleitores. As cores mostram quem teve mais votos entre os dois naquele município; toque para comparar os números.

O que a parcial mostra — e o que uma projeção estima

A parcial oficial é a soma dos BUs recebidos até aquele momento. A ordem de chegada das seções pode mudar a composição do recorte. Projeções de veículos ou pesquisadores são estimativas independentes; não são resultado oficial, e o intervalo de incerteza importa. TSE · diferença entre apuração e totalização · Terra/Estadão · metodologia e intervalo de incerteza.

Por que houve pedidos para estender o horário?

As duas campanhas pediram extensão, com justificativas diferentes. Lula apontou dificuldades no transporte público; a campanha de Flávio citou chuvas, alagamentos, bloqueios e falta de energia em municípios. São alegações atribuídas às campanhas, não conclusões independentes deste site. Agência Brasil · pedido de Lula · InfoMoney · pedido de Flávio e justificativa.

Na Rcl 101.673/BA, o ministro Cristiano Zanin estendeu a votação até 19h somente nas seções que ainda não tinham encerrado. Urnas já encerradas não foram reabertas. A regra comum também assegura que quem estava na fila às 17h possa votar depois desse horário. STF · decisão · TSE · horário e fila.

Quantos votos aparecem nos registros depois das 17h?

Um levantamento jornalístico do g1, publicado em 26/10 e reportado pela Gazeta do Povo, identificou 35.521 confirmações para presidente após as 17h em registros de 497.897 seções; 4.655 ainda dependiam de validação naquele recorte. O TSE confirmou a metodologia à reportagem, mas não confirmou o total. Os logs mostram horários, não a escolha de cada eleitor. Outro levantamento divulgou 34.330, com recorte próprio; não misturamos as contagens. A diferença final do TSE foi 4.430.191 votos — cerca de 125 vezes 35.521 —, comparação aritmética que não identifica como cada pessoa votou. Gazeta do Povo reporta o levantamento do g1 e seus limites ↗ · CNN · levantamento com outro recorte ↗ · TSE · totalização final ↗.

Esse total explica a vantagem final? No recorte de 35.521 registros, nem atribuir todos a um único candidato cobriria os 4.430.191 votos de diferença final. É uma comparação aritmética, não uma identificação dos votos causados pela prorrogação. Parte da votação após as 17h pode ser da fila já formada, que tem direito a votar pela regra comum. O levantamento não separa esses grupos.

Como conferir uma urna?

O Boletim de Urna (BU), impresso ao fim da votação, mostra totais por candidatura, brancos, nulos, comparecimento e identificação da seção. O app oficial Boletim na Mão lê o QR Code e permite conferir a cópia digital. Isso confere totais da seção, não votos individuais; o parser deste site não verifica assinaturas criptográficas. TRE-PR · como conferir um BU ↗ · TSE · app Boletim na Mão ↗.

O que a auditoria do TCU verificou em 2022?

Em 2022, o TCU confrontou os votos de 559 BUs coletados no dia do primeiro turno e 604 no segundo com os dados divulgados pelo TSE e não encontrou diferenças nos votos desses boletins. O relatório também registra pontos de melhoria no aplicativo e nas informações de identificação. Essa conferência tem o escopo das amostras e daquela eleição; não é uma auditoria integral de 2026. TCU · conferência dos votos e amostras ↗ · TCU · relatório, achados e limites ↗.

Como ler pesquisas e declarações sobre elas?

Pesquisa mede intenção de voto no período, com amostragem, método e incerteza; não é contagem de votos já depositados. Na véspera, Datafolha e Quaest divulgaram 51% a 49% para Flávio nos votos válidos e AtlasIntel, 50,8% a 49,2%; eram estimativas, não contagens. Quando um pesquisador explica um erro por determinada causa, isso é uma interpretação atribuída a ele, não uma conclusão metodológica comprovada apenas pela declaração. Consulte os registros e relatórios antes de comparar números. InfoMoney · pesquisas de véspera ↗ · TSE · regras e registros de pesquisas ↗.

Uma diferença entre pesquisa e resultado merece análise do método, da coleta e dos intervalos. Ela, isoladamente, não demonstra alteração na contagem dos votos; essa hipótese exige evidências do processo de votação ou de totalização.

Código, dados e método abertos no GitHub ↗